15 de abr. de 2012

4G Americas defende o fim da TV analógica para liberar a 700 MHz para LTE - 16/04/2012

“Não acredito que o governo vá esperar até 2016 para ver o que faz com a frequência de 700MHz. Ela é ideal para fazer a cobertura rural exigida no edital da Anatel, já que a faixa de 450 MHz não é uma solução viável por não ter escala para redes móveis. Não existe nenhuma rede comercial no mundo que a utilize”, resume Erasmo Rojas, diretor para América Latina e Caribe da 4G Americas, em  entrevista dada hoje (13) para o Tele.Síntese. “A solução seria a antecipação do apagão analógico em algumas áreas rurais, ou o uso compartilhado, pelas operadoras e pela televisão analógica, da frequência de 700 MHz, nos locais onde o número de canais for pequeno e houver muito espectro subutilizado”, sugere.

Mesmo considerando a escolha apenas da faixa de 2,5 GHz para a 4G inadequada, Rojas afirma que na América Latina, a Colômbia e o Uruguai já operam com sucesso desde dezembro do ano passado redes LTE nesta frequência. “Obviamente eles não têm os mesmos prazos apertados nem os compromissos de abrangência que o Brasil tem em função dos eventos esportivos que serão realizados aqui”, explica. “Porém, as operadoras do país precisam ver que o LTE sozinho não é a solução. Elas precisam investir em HSPA+ e suas evoluções, já que esse investimento - em backhaul e backbone – beneficiará também suas redes LTE. A diferença para o consumidor entre a experiência de uma rede HSPA+ moderna e os primórdios da 4G no país será muito pequena”.

Para Rojas, a aposta no HSPA+ é fundamental não apenas pela infraestrutura compartilhada com a 4G, mas também para garantir ao usuário que seu acesso à internet mantenha um padrão de qualidade alto mesmo quando alternando entre as duas redes. “O consumidor não pode sentir uma mudança drástica e negativa na sua experiência de navegação quando andar de uma região com cobertura 4G para uma com 3G”, explica. Dessa forma, o HSPA+ serviria como amparo para possíveis quedas de sinal e deficiências de cobertura das operadoras.

A falta de aparelhos com suporte para LTE, apontada pelas operadoras como sendo o maior entrave para a massificação da tecnologia no Brasil, é secundária para o executivo. “Quando o 3G foi lançado também havia uma disparidade gigantesca entre a pequena quantidade de telefones com esta tecnologia e o enorme número de aparelhos para o sistema dominante na época, o 2G”, diz. “Um mercado consumidor ávido por novas tecnologias como o brasileiro certamente vai atrair muitas empresas e investidores dispostos a resolver este déficit de equipamentos. Não será um problema”.

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